quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Maria

Num momento de sobressalto, pousas o corpo.
Lembro-me de te sonhar partida, em alguns pedaços, no chão.
(O mesmo chão que pisamos - porque nos mantém;
O mesmo chão que nos limita - o que seria de nós sem os limites?)
A liberdade que nos assola não é menos do que a que nos devora, e nos permite sentir.

Vamos sentir tudo o que falta!
Entretanto, vamos ressentir! Porque não há nada que não mereça.

Ressentir está para sentir como nascer para renascer,
Não faz falta que não faça sentido.

E não é bom, renascer?
Perceber que aquele chão em que cais, em que te vejo cair,
São cinzas de fénix que coleccionas freneticamente,
Tornando-te cada vez mais tu,
Cada vez mais evasiva.

Invade o que quiseres,
Porque podes!